| 1 x de R$95,90 sem juros | Total R$95,90 | |
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| 3 x de R$37,48 | Total R$112,45 | |
| 4 x de R$28,50 | Total R$114,01 | |
| 5 x de R$22,97 | Total R$114,89 | |
| 6 x de R$19,23 | Total R$115,41 | |
| 7 x de R$16,55 | Total R$115,90 | |
| 8 x de R$14,53 | Total R$116,25 | |
| 9 x de R$12,95 | Total R$116,60 | |
| 10 x de R$11,72 | Total R$117,23 | |
| 11 x de R$10,71 | Total R$117,85 | |
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O manifesto definitivo do Cinema Marginal brasileiro, a provocação estética levada às últimas consequências e o deboche niilista que chocou os anos de chumbo. Em Matou a Família e Foi ao Cinema, o mestre Júlio Bressane articula o filme-símbolo da contracultura nacional. Rompendo com o tom sociológico do Cinema Novo, a narrativa se fragmenta em esquetes absurdas e viscerais, inauguradas pelo crime banal e frio do protagonista que, logo após assassinar os próprios pais, busca o refúgio alienante de uma sala de projeção para assistir a um filme com a estrela Renata Sorrah.
Esta estampa é um tributo à linguagem de guerrilha e ao deboche anárquico da Belair Filmes, produtora mítica da qual o longa é o maior estandarte. A peça celebra o minimalismo radical da produção, marcada pelo som direto cru, cortes abruptos, planos fixos desafiadores e uma colagem pop que mistura a violência doméstica ao melodrama das radionovelas. Para o cinéfilo fascinado pela vanguarda brasileira, pelo cinema underground que transformou a falta de recursos em pura subversão política e pela ironia cortante de uma juventude sufocada pela ditadura, esta peça é um manifesto estético obrigatório. Vista a ousadia da obra que usou o absurdo como a única resposta possível para um país em transe.
